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  • Daniela Barros

Janeiro Branco: um convite para abordar saúde mental



Muito além da cor que por vezes é utilizado na virada do ano, esse é o tom símbolo da campanha Janeiro Branco. Criada em 2014 pelo psicólogo mineiro Leonardo Abrahão, a ação tem como objetivo mobilizar a sociedade em favor da saúde mental e emocional. Abordar o tema da saúde mental é vital para reduzir o preconceito e o estigma sofrido pelos portadores e seus familiares. As ações gratuitas, realizadas em espaços públicos e privados de grande circulação percorrem o país com a participação de profissionais e estudantes de diferentes áreas, em especial da saúde mental. A ideia é criar uma cultura de saúde mental e desmistificar esse “bicho-papão”.


De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicados em 2017, o Brasil está acima do percentual da população mundial referente às pessoas que sofrem de depressão. Enquanto 4,4% da população mundial apresenta depressão, o índice brasileiro é de 5,8%. Ainda de acordo com a OMS, apenas 10% dos indivíduos que apresentam depressão se submetem ao tratamento. Infelizmente tudo isso contribui para o grande número de suicídios, reconhecida como a segunda causa de morte na faixa dos 15 aos 29 anos. Como professora universitária durante 27 anos, lamentavelmente vivi experiências de suicídio entre alunos da academia.


As doenças mentais tem origem biológica. Existe um novo campo científico que estuda as bases biológicas cerebrais do comportamento, a psiquiatria biológica. O grupo de excelência científica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), há vinte anos desenvolve pesquisa nessa área, entre tantos outros grupos nacionais e internacionais.


Em termos de políticas públicas no Brasil o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, criou a Política Nacional de Saúde Mental (PNSM), que envolvem Governo Federal, Estados e Municípios, a qual abrange a atenção a pessoas com necessidades relacionadas a transtornos mentais como depressão, ansiedade, esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar, transtorno obsessivo-compulsivo e dependência de substâncias psicoativas, através da implantação e implementação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Apesar dessa iniciativa ainda há uma carência no atendimento de pessoas com necessidades relacionadas à saúde mental.


Diante desse cenário iniciativas como o Janeiro Branco são excelentes oportunidades para aprender, conversar, esclarecer mitos sobre saúde mental. Em Porto Alegre, desde 2016 são realizadas ações nesse sentido, sendo que a partir de 2019, virou lei municipal e estadual. Esse ano será realizado, um evento no dia 26 de janeiro no Parque da Redenção, sob coordenação da psicóloga Samanta Sittart, integrante do Grupo de Pesquisa Envelhecimento e Saúde Mental do Instituto de Geriatria e Gerontologia da PUCRS.


Fica o convite. Participe e informe-se.

Fale sobre saúde mental!


Para saber mais: www.janeirobranco.com.br



Dr.ª Daniela Martí Barros

Pesquisadora, professora e palestrante


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