REDUÇÃO 2 sombra.png
  • Daniela Barros

Vem, 2020!



É difícil ficar indiferente nessa época do ano. Muitos sentimentos e emoções afloram. O cansaço que chega depois de um ano de labuta, comemorando metas atingidas ou repensando ações para posicionar melhor o trabalho e os relacionamentos. A retrospectiva do ano que passa como um filme. Para alguns o melhor ano de suas vidas, para outros um ano que não dá para se queixar, para outros ainda aquele ano que a gente quer esquecer.


Esse é um período em que fazemos planos para a dobradinha 2020... planejamos fazer coisas que gostamos e queremos fazer (como reencontrar amigos que não vemos há temos), outras que gostamos e não queremos fazer (seria bom se fizéssemos, como praticar atividades físicas regularmente), aquelas que não gostamos e seria bom fazer (como um check-up médico) e via da regra deixamos de lado as coisas que não gostamos e não queremos fazer (aqui a lista pode ser infinita!). Seja como for é sempre um momento de reflexão. É ótimo que isso aconteça! Traçar metas...ter um norte. Não obstante a isso podemos correr o risco de “estar no futuro” e não perceber o presente passar.


Há dois anos me aproximei da prática de atenção plena (do inglês mindfulness). É uma prática milenar presente em muitas religiões, especialmente o budismo. No final de década de 1970 chegou com força ao Ocidente através do médico americano Jon Kabat Zinn, o qual criou o programa de tratamento de estresse baseado em mindfulness.


A atenção plena é um estilo de vida, uma escolha consciente, que requer compromisso, disciplina e persistência, ao mesmo tempo um certo grau de despreocupação e sutileza. Amplia a possibilidade de opções, pois desapegar-se do automatismo aumenta a flexibilidade de pensamentos e ações, gerando abertura e curiosidade diante da realidade em cada momento. A prática constante leva a modificações em estruturas cerebrais através da neuroplasticidade, as quais trazem benefícios relacionados à cognição, à autorregulação da atenção mantida, à autopercepção, regulação de processos emocionais, redução da ansiedade, estresse, dor crônica, transtornos alimentares, dependência química, entre outros.


Grande parte das práticas são ancoradas na respiração com uma observação atenta aos movimentos de inspiração e expiração. Existem as práticas guiadas, onde bons profissionais podem auxiliar e as práticas informais. Por exemplo, ao lavar a louça estar consciente da temperatura da água, textura e cheiro do sabão; na caminhada entre o estacionamento e o local de trabalho, observar atentamente o ambiente, o piso, a vegetação...


Para 2020, sejam quais forem os seus planos, desejo que viva intensamente com atenção plena!!!



Para saber mais sobre Atenção Plena (Mindfulness)

. BURCH, V., PENMAN D. Mindfulness para a saúde: um plano simples para aliviar a dor, acabar com o stress e recuperar a alegria de viver. Portugal, 2014.

. LINEHAN, M. Treinamento de Habilidades em DBT: manual do paciente. Artmed, Porto Alegre, 2018.

. NEFF, K., GERMER, C. Manual de mindfulness e autocompaixão. Artmed, Porto Alegre, 2019.

. WILLIAMS, M., PENMAN. Atenção plena – Mindfulness: como encontrar a paz em um mundo frenético. Sextante, Rio de Janeiro, 2015.



Dr.ª Daniela Martí Barros

Pesquisadora, professora e palestrante


[f] Facebook



#danielabarros #neurociencia #psicologia #cérebro #plasticidade #memoria #mindfulness

26 visualizações

© 2018 desenvolvido por Carpes